A Igreja Católica proibiu a leitura da Bíblia?

Fonte: Apoologistas Católicos

É praxe da apologética desonesta protestante, se valer de fatos históricos distorcidos e adulterados, no intuito de angariar alguma prova que incrimine a Igreja Católica de algo. Não é diferente em relação as Sagradas Escrituras, eles se valem de contextos históricos determinados pra dizer que a Igreja Católica proibiu a leitura da Bíblia.

Não há nada mais estúpido do que pensar que algum dia a Igreja já tenha proibido a leitura da bíblia por algum motivo, logo ela que preservou os textos Sagrados até os dias de hoje para que os mesmos protestantes que hoje a carregam debaixo do “suvaco”, venham acusá-la descaradamente.

A Igreja sempre estimou as Sagradas Escrituras como fonte de fé e a reserva um lugar especiacialíssimo. A leitura pública da Bíblia sempre foi usada nas celebrações e nos Sacramentos, especialmente na Missa, tudo na vida da Igreja é voltado para as Sagradas Escrituras juntamente com a Sagrada Tradição, essas duas juntas, formam toda a fonte de fé revelada da Igreja.

O cuidado na leitura da Bíblia

Em determinadas circunstancias históricas as autoridades eclesiásticas tiveram que a vigiar sobre o uso da Bíblia, especialmente na Idade Média.

A heresias dos Cátaros ou Albigenses, que abusavam da Bíblia, obrigou os padres dos concílios regionais de Tolosa (1229) e Tarragona (1234) a proibir provisoriamente aos cristãos a leitura da bíblia, para não serem enganados. Mas isso duro muito pouco tempo e se restringiu a leituras de textos vernáculos que não tivessem aprovações eclesiásticas.

O católico deve estar atento que estes dois concílios são os dois principais usados pelos hereges para dizer que a Igreja proibiu a leitura da bíblia. Devemos ter em mente que estes dois concílios são regionais, logo não tem efeito sobre toda a Igreja e se restringiram as regiões onde foram realizados, ou seja, a leitura na lingua vernácula não foi permitida somente onde estava se propagando a heresia dos cátaros.

Pra refutar esta idéia protestante, vamos a alguns testemunhos de alguns autores protestantes,  portanto acima de qualquer suspeita, que derrubam esta falsa tese criada pelo próprio protestatismo:

O Catolicismo Romano tem um grande respeito pela Escritura como fonte de conhecimento. . . Na verdade, as declarações oficiais da Igreja Católica Romana sobre a inspiração e inerrância das Escrituras satisfariam o mais rigoroso fundamentalista protestante. [1]

Nunca houve um momento na história da Igreja ocidental durante a Idade ‘negra’ ou ‘Média’, que as Escrituras fossem oficialmente rebaixadas. Pelo contrário, eles foram consideradas infalíveis e inerrantes, e foram mantidas na mais alta honra.” [2]

Da mesma forma que os papas, Concílios, teólogos, sempre recorreram ao argumento bíblico como o realmente fundamental, a prática dos grandes escritores espirituais de todas as épocas atesta o carácter plenamente tradicional de uma devoção baseada na Bíblia. . . O mesmo aconteceu com os grandes mestres da Idade Média. . . Não só eles conheceram a Bíblia, e fizeram uso abundante dela, mas eles se guiaram nela como em um mundo espiritual que formou o universo habitual de todos os seus pensamentos e sentimentos. Para eles, não era simplesmente uma fonte, entre outras, mas a fonte por excelência, em um sentido único. . .

Não só com a aprovação da hierarquia, mas pela insistência positiva e enfática do próprio Papa, houve um retorno geral ao estudo minucioso das Escrituras, que foi restaurada, não só como base, mas como a fonte, de todos os ensinamentos da teologia.” [3]

Caso isso não fosse verdade, qual o interesse desses protestantes em mostrar que a Igreja sempre estimou e sempre insetivou o estudo das Sagradas Escrituras?  Mais uma vez mostramos protestantes refutando as próprias mentiras protestantes.

Em 1408 o sínodo regional de Oxford, por causa dos erros de J. Wicleff, proibiu as edições da S. Escritura que não tivesse aprovação eclesiástica por que os hereges estavam novamente deturpavam o texto sagrado.

Fica claro que a Igreja não proibiu a leitura da bíblia, mas a leitura de edições deturpadas da bíblia, como faz ainda hoje. Já postamos algumas matérias aqui no site que podem ser lidas aqui (Sola Scriptura Adulterada), onde mostramos as várias deturpações que ocorrem nas edições protestantes. Se hoje com todas as fontes de informações, facilidades de várias versões, os textos gregos amplamente divulgados, já acontecem essas adulterações e deturpações, imagine em um tempo onde pouquíssimos sabiam ler e poucos ainda sabiam traduzir um texto. Não foi corretíssima essa atitude dos bispos no intuito de preservar os fiéis dessas aberrações?

Estas medidas nunca visaram impedir a propagação das Sagradas Escrituras. Por exemplo, na Alemanha, o primeiro livro a ser impresso da História foi uma Bíblia, que foi impressa por Gutenberg,  e foi a bíblia em 2 volumes (1453-1456). Até 1477 saíram cinco edições da bíblia em alemão; de 1477 à 1522 houve nove edições novas (sete em Ausburgo, uma em Nurenberg e uma em Estrasburgo); de 1470 a 1520 apareceram 100 edições de “plenários”, ou seja, livros que continham as epistolas e os evangelhos de cada domingo. Isto mostra de forma claríssima como a Igreja estava longe de querer, a proibição da leitura da bíblia.

Na Itália, houve mais de 40 edições da Bíblia antes da primeira versão protestante aparecer, começando em Veneza em 1471 e 25 delas foram traduzidas em italiano antes de 1500, com a autorização expressa de Roma. Na França haviam 18 edições antes de 1547, a primeira foi impressa em 1478. A Espanha começou a publicar edições no mesmo ano, e emitiu Bíblias com a plena aprovação da Inquisição espanhola (é claro que dificilmente se pode esperar que os protestantes acreditem nisto). Na Hungria, até o ano de 1456, na Boêmia no ano de 1478, na Flandres antes de 1500, e em outras terras, sobre a jurisdiçào  de Roma, sabemos que as edições das Sagradas Escrituras tinha sido dadas largamente ao povo. Em suma de 626 edições da Bíblia,  198 eram em lingua vernácula, e haviam sido emitidas a partir da invensão imprensa, com a sanção e aprovação da Igreja, nos países onde ela reinou suprema, antes da primeira versão protestante das Escrituras sonhar em ser traduzida.  O que, então, torna-se uma ilusão patética, as argumentações protestantes de que o herege Lutero proporcionou alguma coisa para o mundo em relação a bíblia.  (GRAHAM, 1939)

No século XVI, quando Lutero e os seus discípulos fizeram da Escritura a “única fonte de fé”, donde manipulavam e retiravam suas inovações doutrinárias, os bispos da Igreja Católica novamente foram obrigados a tomar medidas necessárias para que o povo católico não fosse enganado pelas novas edições da Bíblia protestante. Por exemplo, Lutero quando traduziu a Bíblia para o Alemão, acrescentou várias palavras que não se encontravam no original grego como em Romanos 3, 28, em que ele diz que o “homem é justificado somente pela fé”: a palavra somente não se encontra no original grego. Esta palavra foi acrescentada para fundamentar os seus delírios e sua incompreensão da obra salvifíca divinda, alterando assim a Palavra de Deus. O texto grego nos mostra:

Λογιζμεθα ον πστει δικαιοσθαι νθρωπον (Rom 3, 28)

Em nenhum lugar vemos a palavra somente, que no grego seria μνον,  presente no texto. De fato o homem é justificado pela fé, mas não somente por ela, São Tiago vem nos mostrar que as boas obras também nos justificam:

“Vedes então que o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé.” (Tiago 2, 24)

A bíblia refuta sumariamente a tradução falsificada de Lutero, bem como a sua doutrina de Justificação somente por fé. Esta mesma passagem de Tiago, levou Lutero rejeitar também este livro por ser incompatível com sua doutrina, assim como ele fez com vários outros livros ao seu bel prazer.

Isto obrigou a Igreja Católica a restringir o uso das versões bíblicas vernáculas não autorizadas. Por isso, o Papa Pio IV, em 24 de Março de 1564, a bula “Dominici grecis” (Regra 4ª), determinou que o uso de traduções vernáculas da Sagrada Escritura ficava reservado aos fiéis a juízo do respectivo bispo ou de algum oficial com o proveito, para a sua fé e piedade. Em Portugal, os reis católicos, fiéis à Igreja, já haviam antecipadamente tomado essas medidas. (AQUINO, 2009)

As restrições eram apenas para as traduções vernáculas, ficando o texto latino da vulgata de uso livre para todos os fiéis. Não há dúvida, no século XVI, período de confusão religiosa e de inovações protestantes, mais ou menos subjetivas, a leitura da bíblia podia construir perigo para os fiéis não preparados.

Após esta fase, os Papas voltaram a estimular a leitura da Bíblia. Pio VI (1775-1799) escreveu ao arcebispo A. Martini, editor de um tradução italiana do texto bíblico, numa época em que os católicos ainda hesitavam sobre a oportunidade de tal obra:

Vossa excelência procede muito bem recomendando vivamente à leitura dos Livros Sagrados, pois são fontes particularmente ricas, às quais cada um deve ter acesso.

São Pio X (1903-1914) em carta ao cardeal Casseta declarou :

Nós, que tudo queremos instaurar em Cristo, desejamos com o máximo ardor que nossos filhos tomem o costume de ler os Evangelhos, não dizemos freqüentemente, mas todos os dias, pois é principalmente por este livro que se aprende como tudo pode e deve ser instaurado no Cristo… O desejo universalmente esparso de ler o Evangelho, provocado por vosso zelo, deve ser secundado por Vós, na medida em que se aumentar o número dos respectivos exemplares. E Oxalá jamais sejam propalados sem sucesso! Tudo isso será útil para dissipar a opinião de que a Igreja se opõe à leitura da Escritura Sagrada em língua vernácula ou lhe suscita alguma dificuldade” (Revista PR, Nº 11, Ano 1958, Página 452).

Muitas outras citações poderiam ser paqui colocadas. Se o  leitor desejar mais algumas provas é convidado a ler o documento do Vaticano II “Revelação Divina”, e as encíclicas papais de Leão XIII (1878-1903): “Sobre o estudo da Sagrada Escritura” (Providentissimus Deus – 1893), e Pio XII (1939-1958): “Promoção de Estudos Bíblicos” (Divino afflante Spiritu – 1943). Estes são encontrados às vezes no início de Bíblias católicas, e pode ser facilmente localizados na internet e no site Oficial do Vaticano.

BIBLIOGRAFIA


[1] BROWN, Robert McAfee, The Spirit of Protestantism, Oxford: Oxford Univ. Press, 1961, 172-173

[2] TOON, Peter, Protestants and Catholics, Ann Arbor, MI: Servant Books, 1983, 39)

[3] BOUYER, Louis, The Spirit and Forms of Protestantism, translated by A.V. Littledale, London: Harvill Press, 1956, 164-165

GRAHAM,  Henry G. Where We Got the Bible, St. Louis: B. Herder, revised edition: 1939.

ARMSTRONG, Dave.  Was the Catholic Church an Avowed Enemy of Scripture in the Middle Ages (or at any other time)?  Disponível em : < http://socrates58.blogspot.com.br/2006/08/was-catholic-church-avowed-enemy-of.html> . Acesso em 23/04/2012.

AQUINO, Felipe. Ciência e Fé em Harmonia. São Paulo: Editora Cleofas, 2009.

PARA CITAR


RODRIGUES, Rafael. A Igreja católica proibiu a leitura da Bíblia? Disponível em <http://www.apologistascatolicos.com/index.php/apologetica/protestantismo/516-a-igreja-catolica-proibiu-a-leitura-da-biblia>. Desde 23/04/2012

 

Mãe de Jesus, Mãe da Igreja e nossa Mãe

Com o mês de maio, somos convidados recordar o mês de Maria, e com Ela, o dia das mães. Maio nos fala da ternura, do afetivo, do amor e da família. Somos convidados a descobrir a riqueza do feminino, da mulher no Plano de Deus, em nossa vida, na vida da Igreja. Particularmente somos chamados a sempre mais descobrir porque nós cristãos amamos e veneramos Maria como a Mãe de Jesus, nossa Mãe e Mãe da Igreja.

Maria no AT é preanunciada em sua presença e missão já no Gênesis quando Deus fala que uma mulher “calcaria a cabeça da serpente” vencendo o mal (Gen.3,15).  Está visualizada nas grandes figuras femininas, como Éster, Judid, Rebeca, etc. Isaias a anuncia como a “virgem que nos traria o Salvador da humanidade”(Is.7,14). No NT, não somos nós, mas a própria eternidade, Deus, que através do anjo Gabriel a saúda, dizendo“Ave Maria, cheia de graça, o Senhor está contigo, bendito é o fruto do teu ventre, Jesus(Lc.1,28s). Isabel a reconhece como a Mãe do Salvador. “Donde me vem a honra de receber a Mãe de meu Salvador”(Lc.1,43), como profetiza que Maria “seria a bendita de todas as gerações”(Lc.1,48).

Maria não é apenas a Mãe de um grande homem, nem do maior dos profetas, mas a Mãe do Filho de Deus, do nosso único Salvador e Redentor. Ela gerou e educou Jesus. Acompanhou seu Filho amado ao longo da vida, da gestação até sua morte e ressurreição. Foi o próprio Cristo Quem a entregou como a Mãe de toda a humanidade ao pé da cruz nos momentos finais de sua vida. “Mãe, eis ali teu filho, filho eis ali tua Mãe”(Jô.19,26). Ela se fez presença no Pentecostes, na Igreja nascente e através de toda a história dos dois mil anos do cristianismo.

Sem dúvida, Maria se encontra no coração de Deus Pai, no coração e na vida de Jesus, no coração da Igreja e dos povos. Sua presença na Igreja e na humanidade nos é conhecida. Aparece em Lourdes, para nos pedir conversão. Em Fátima intercede pela conversão da Rússia e da humanidade. No México, Guadalupe, intervem a favor de nossos índios. Em Aparecida, pede para reconhecermos os negros como iguais a todos, etc.. A presença de Maria aparece diretamente à Promessa de Deus no AT, como a Mãe de Cristo e da Igreja no NT e como a mediadora entre Deus e o homem na história da Igreja. É por isto que nós cristãos a amamos e a veneramos.

Deus ao nos chamar à vida através de nossos pais nos criou “a sua imagem e semelhança”, como homens e mulheres, como família, onde o masculino e o feminino fazem parte da essência da natureza humana. Em nossa vocação humana e divina, Maria é o feminino de Deus em nosso caminho para a eternidade. Deus é Pai com coração de Mãe, onde Maria aparece como “o rosto materno de Deus” a favor da humanidade.

Na passagem do mês de maio, nosso especial carinho e gratidão pela presença de cada mulher, particularmente pela existência de nossas mães físicas e espirituais. Deus, a Igreja, cada um de nós, a humanidade, precisamos de vocês mulheres. Ser mulher é ser dom, dádiva, manifestação viva e encarnada no tempo da própria ternura de Deus.

Para Jesus nossa gratidão por nós ter dado sua Mãe como Mãe da Igreja e nossa Mãe. Na passagem do dias das mães, para nossas mães terrenas que nos geraram para a vida, para o amor, para fé, para a Igreja e para Deus, nossa mais sincera gratidão e preces.

Padre Evaristo Debiasi
Assistente Eclesiásitco da Ajuda à Igreja que Sofre Brasil
Fonte: http://www.aisbrasil.org.br

Fonte: http://noticiascatolicas.com.br

Bons conselhos de um pai para sua filha.

Por Marian T.Horvat
Traduzido por Andrea Patrícia

Respeito humano. Ele nos faz agir levando em consideração em primeiro lugar o impressionar os outros ou o aparecer bem diante de nossos colegas ou amigos.
Esta é uma história de um pai tradicionalista que tinha mais respeito por Nosso Senhor do que pela opinião de seu próximo. Sua fé e coragem impressionaram tanto sua filha que ela voltou para a prática da fé.
Ela era uma menina católica nos anos 60 como tantas outras dessa época caótica. Educada em escolas católicas primárias e secundárias, ela estava fora numa universidade estadual e não mais praticava a fé. Ela tinha muitas desculpas para justificar seu lapso: pessoas sem preconceitos estavam abertas a novas experiências; o seu namorado não era católico e achava que todas as regras e restrições eram ridículas; muitos de seus outros amigos católicos não eram praticantes também, e um deles até tinha se tornado um budista. Mas ela não tinha desculpas para seus pais, e especialmente sua mãe, que rezava um rosário por dia e ia à Missa, várias vezes por semana.
Ela tinha ido para casa para o Natal, assistido a Missa do Galo, e comungado. Afinal, o que sua mãe acharia se ela não fizesse isso? E se seu pai iria tentasse fazer com que ela viesse para casa e parasse de financiar suas mensalidades da faculdade? Além disso, teria sido difícil ficar no banco enquanto todos os outros entrando na fila de Comunhão. Assim, muitos vizinhos, parentes, velhos amigos e professores … O que eles teriam pensado?
Uma conversa calma
Foi se aproximando a Páscoa, e ela estava indo para casa novamente. Ela não tinha percebido (quando você é jovem e auto-centrada, você não percebe o quanto seus pais podem adivinhar o que está fazendo), mas o pai dela tinha algumas suspeitas de que ela não ia à Missa Dominical ou praticava a Fé. No dia seguinte ao que ela chegou em casa, ele encontrou uma maneira de alcançá-la sozinha para uma conversa tranquila.
“Eu sei que você pode não estar praticando a Fé”, disse o pai a sua filha atordoada. “Claro, eu estou preocupado. Mas há outra coisa que está me incomodando agora.
“Você sabe que nós temos o grande privilégio de receber Nosso Senhor – Corpo e Sangue – na Sagrada Comunhão. A Igreja só pede uma coisa para um católico para receber a Sagrada Eucaristia – para a alma para ser viva, isto é, estar em estado de graça.
“Você sabe como você é importante para sua mãe e eu. É por isso que eu estou falando com você agora. Não vá para a Comunhão apenas para nos agradar, ou porque você está preocupada com o que alguém vai dizer. Se você estiver em estado de graça, tudo bem. Mas se não, o Pão da Vida será um pão de morte para você. Isso não significa que a Santa Eucaristia foi feita para ser a sua morte, mas apenas que, antes mesmo de recebê-la, você já estava morta. E você está tão em um duplo sentido após recebê-la, porque você terá cometido um sacrilégio violento contra Nosso Senhor.
“Eu li que o sofrimento mais cruel para os mártires era ser atado a um cadáver em estado de decomposição”, continuou ele. “A morte teria sido preferível para eles do que esta tortura, pois este contato forçado da vida com a morte é um castigo terrível. Então, por que Jesus Cristo atado ao que está morto?
“Eu não tenho mais nada a dizer. Só peço uma coisa: não vá para a Comunhão neste Domingo de Páscoa, a menos que esteja em estado de graça. Eu já lhe disse para não se preocupar com o que sua mãe vai dizer ou pensar. Eu vou falar com ela. Eu espero que você não esteja muito chateado comigo, querida. Você é minha filha, e se eu tenho o dever de me preocupar com sua saúde e educação, eu tenho ainda mais motivos para me preocupar com sua alma e sua felicidade eterna. Eu sempre lhe disse que não faça algo errado só porque você está preocupada com o que as pessoas vão pensar. Mas, sobretudo, não ofenda Nosso Senhor Jesus Cristo só para manter as aparências.”
Ela estava com raiva, como ele sabia que ela estaria (a juventude moderna, afinal, foi treinada para não permitir qualquer interferência em suas ações e crenças pessoais). Mas ela fingia estar despreocupada e indiferente.
Ainda, naquela Páscoa ela não foi a Comunhão. Foi preciso mais coragem do que ela se dava conta para ficar no banco e se perguntar o que “todo mundo” estava pensando. O resto da família não disse uma palavra sobre isso. A vida continuou normalmente com a família ficando junta, a caça ao ovo para os pequeninos, os preparativos para retornar à universidade.
Mas ela se lembrou do que seu pai havia dito. Era como se as palavras tivessem sido marcadas a ferro em sua memória. Ela tentou esquecê-las, mas elas estavam sempre lá. Mais tarde, quando ela voltou para a prática da Fé, ela percebeu o quão importante foi essa curta conversa. Ela tinha feito com que ela visse o quanto seu pai levou a sério sua Fé e como ele realmente acreditava na presença real de Nosso Senhor na hóstia sacramental.
Quem é essa garota? Eu conheço muitas jovens que poderiam ser. Mas, na verdade, eu não a conheço pessoalmente. Eu ouvi essa história não da menina, mas de um padre, que estava pregando sobre o respeito humano.
Parece-me um bom exemplo para relatar aos meus leitores. Mesmo nas igrejas tradicionalistas, quantas más Comunhões estão sendo feitas causadas por respeito humano? Tudo se resume a isto: se preocupar mais com o que as pessoas vão pensar do que com o que Deus pensa.
Original aqui.

Fonte: http://donzelacrista.blogspot.com.br/

“O Segredo de Fátima” – Dom Rifan


O SEGREDO DE FÁTIMA

                                                          Dom Fernando Arêas Rifan*

Domingo passado, com o dia das mães, celebramos o 95oaniversário da primeira de uma série de aparições de Nossa Senhora a três pobres crianças, pastores de ovelhas, em Fátima, pequena cidade de Portugal, de onde a devoção se espalhou e chegou ao Brasil. E são sempre atuais e dignas de recordação as suas palavras e seu ensinamento.

O segredo da importância e da difusão de sua mensagem está exatamente na sua abrangência de praticamente todos os problemas atuais. E aquelas três pobres crianças foram os portadores do “recado” da Mãe de Deus para o Papa, os governantes, os cristãos e não cristãos do mundo inteiro.

Ali, Nossa Senhora nos alerta contra o perigo do materialismo comunista e seu esquecimento dos bens espirituais e eternos, erro que, conforme sua predição, vai cada vez mais se espalhando na sociedade moderna, vivendo os homens como se Deus não existisse: o ateísmo prático, o secularismo.

A Rússia vai espalhar os seus erros pelo mundo”, advertiu Nossa Senhora. A Rússia tinha acabado de adotar o comunismo, aplicação prática da doutrina marxista, ateia e materialista. Se o comunismo, como sistema econômico, fracassou, suas ideias continuam vivas e penetrando na sociedade atual. Aliás, os outros sistemas econômicos, se também adotam o materialismo e colocam o lucro acima da moral e da pessoa humana, adotam os erros do comunismo e acabam se encontrando na exclusão de Deus. Sobre isso, no discurso inaugural do CELAM, em 13 de maio de 2007, em Aparecida, o Papa Bento XVI alertou: “Aqui está precisamente o grande erro das tendências dominantes do último século… Quem exclui Deus de seu horizonte, falsifica o conceito da realidade e só pode terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas”. Fátima é, sobretudo, a lembrança de Deus e das coisas sobrenaturais aos homens de hoje.

Aos pastorinhos e a nós, Nossa Senhora pediu a oração, sobretudo a reza do Terço do Rosário todos os dias, e a penitência, a mortificação nas coisas agradáveis e lícitas, pela conversão dos pecadores e pela nossa santificação e perseverança.

Explicou que o pecado, além de ofender muito a Deus, causa muitos males aos homens, sendo a guerra uma das consequências do pecado. Lembrança muito válida, sobretudo hoje, quando os homens perderam o senso do pecado e o antidecálogo rege a vida moderna.

Falou sobre o Inferno – cuja visão aterrorizou sadiamente os pastorinhos e os encheu de zelo pela conversão dos pecadores –, sobre o Purgatório, sobre o Céu, sobre a crise que sofreria a Igreja, com perseguições e martírios.

Enfim, Fátima é o resumo, a recapitulação e a recordação do Evangelho para os tempos modernos. O Rosário, tão recomendado por Nossa Senhora, é a “Bíblia dos pobres” (João XXIII). Assim, sua mensagem é sempre atual. É a mãe que vem lembrar aos filhos o caminho do Céu.

                                                                       *Bispo da Administração Apostólica Pessoal
São João Maria Vianney

Fonte: http://www.deuslovult.org/

Núncio Apostólico recomenda comunhão na boca a todo um país.

O Excelentíssimo senhor Núncio Apostólico na Costa Rica, Arcebispo Pierre Nguyen van Tot, solicita formalmente aos bispos do país que voltem a distribuir a comunhão aos fiéis ajoelhados e diretamente na boca, como é o costume da Igreja nunca abolido, nem proibido.

O fato dum Núncio Apostólico pedir que tal postura seja adotada mostra que não só a reforma da reforma está em marcha, a passos largos, mas que uma compreensão da missa enquanto sacrifício – considerada pelos teólogos modernistas como superada – está voltando naturalmente.

Eis o efeito Bento XVI. Através de exemplos, não através de decretos que se tornam letra morta, o Papa está mudando a face da Igreja. É claro que é um processo lento, mas não podemos ignorar que é um processo que está acontecendo!

 

(Una Voce Costa Rica) Uma postura corporal de acordo com a grandeza do Mistério Eucarístico; já que, como explicamos antes, é necessário assegurar-se que a fé professada se expresse e transmita adequadamente nas ações litúrgicas. E isso resulta particularmente urgente no contexto que estamos vivendo; pois é imperiosa a necessidade de combater com especial força o já mencionado materialismo e o relativismo dos nossos dias. Portanto, sem deixar de valorizar o que até agora foi feito, estou convencido de que é necessário tomar novas medidas para resolver tais circunstâncias prementes em que vivemos.

Este é o momento propicio para que, atendendo ao espirito eclesial maravilhosamente refletido no cânon 752, prestemos atenção às recomendações que – ainda que não tenham sido dadas com caráter de ensino definitivo – são fruto da mais efusiva solicitude pastoral para todas as Igrejas. Na verdade, tanto o Papa João Paulo II como nosso atual Sumo Pontífice marcaram um caminho de testemunho e ensino que poderíamos facilmente resumir com as palavras de Bento XVI:

“… ao fazer agora que se receba a comunhão de joelhos e ao dá-la na boca, quis colocar um sinal de respeito e chamar a atenção para a presença real (…) quis estabelecer um sinal claro. Deve ser visto com clareza que ali há algo especial. Aqui está presente Ele, diante do qual todos caem de joelhos. Prestem atenção!”

Sua Eminência, o cardeal Antonio Cañizares Lloveira, Prefeito da Congregação para o Culto Divino, também fez eco deste alerta, fazendo-nos ver a conveniência de assumir esta recomendação.

Coerente com isso, e levando em consideração a necessidade de experimentarmos também nas dioceses deste país, solicito formalmente a Conferência Episcopal de Costa Rica que, assumindo as normas universalmente constituídas, nesta província eclesiástica, se volte a distribuir a comunhão aos fiéis na boca, estando os mesmos ajoelhados. Ao fazê-lo estaremos dando um importante apoio para uma correta compreensão da grandeza incomensurável do Sacramento Eucarístico.

Fonte: UnaVoceBrasil

Por que Cristo chora? Um conto sobre a devoção a Maria

- Como foi bom o culto hoje, Jorge!
- Sim, Eduardo! Esse ensinamento do pastor sobre o rei Davi foi genial! Que grande homem de Deus!
- Sabe, Jorge, desde que deixei de ser católico, tenho me sentido melhor: já não fumo, não brigo com a minha esposa, não trato mal os meus filhos. Realmente, quando eu era católico, não sentia Deus no meu coração. E também não lia a Bíblia…
- É verdade, Eduardo: essas missas chatas, repetindo sempre as mesmas coisas… E que horror essa idolatria a Maria! Não tem nada a ver com a Maria da Bíblia.
- Queira Deus que um dia Ele nos dê a oportunidade de retratar Maria tal como ela é de verdade!

- Deus abençoe vocês, filhos de Deus!
- Eduardo! Que luz é essa, tão forte? Não consigo enxergar!
- Não sei, Jorge… Parece o sol!
- Sou um Anjo, enviado pelo Senhor. Ouvi a oração de vocês e quero dar-lhes a oportunidade de retratarem a Virgem tal como vocês acreditam que ela deva ser. Porém, em troca, o Senhor quer que vocês construam para Ele um lugar de oração, onde vocês querem orar. Lá, nosso Senhor Jesus Cristo se manifestará a vocês.
- Como não, meu Senhor? Para Ti, tudo! É claro que o faremos!
- Sim, Jorge! Mãos à obra!

- Bom, Eduardo… A primeira coisa que devemos tirar da Virgem dos católicos é essa coroa. Ela nem foi rainha! O único Rei dos reis é Cristo, nosso Senhor.
- Certo, Jorge! A segunda coisa que iremos fazer é tirar-lhe [o título] de Imaculada. Quem falaria tal blasfêmia? Esses católicos, querendo fazer crer que Maria nasceu sem pecado, como se Cristo não tivesse morrido pelos nossos pecados!!!
- Eduardo: a terceira coisa a fazer seria também retirar-lhe esse título de Mãe de Deus. Por acaso, Deus tem mãe? Por acaso, Maria é mais do que Deus?
- E, por fim, nada disso de estar orando a ela. Ela foi uma boa mulher, mas está morta, aguardando a ressurreição final.
- Creio agora, Eduardo, que essa sim, é a Maria da Bíblia!

- Muito bem, Jorge! Vamos agora construir para o Senhor Jesus o seu lugar de culto. Devemos fazer para Ele o melhor possível. Você sabe que para Deus se deve dar o melhor. Assim como Salomão fez uso dos melhores materiais para erguer o Templo, assim também devemos fazer nós.
- Exatamente! Vamos comprar os materiais mais belos e de melhor qualidade! Estou certo de que o Senhor nos premiará por querermos dar-Lhe o melhor!

 

Algum tempo depois…

 

- Deus abençoe a vocês, filhos de Deus!
- Olha, Eduardo! O Anjo voltou!
- Já acabamos a obra que o Senhor nos encomendou. E também já estruturamos a Virgem como deve ser segundo a Bíblia e não como querem os pagãos católicos.
- O Senhor pede para que se apresentem diante Dele.
- Oh, Jorge! Que momento mais maravilhoso!

- Mas… Senhor Jesus, por que choras?
- Não fizemos corretamente o que nos encomendaste?
- Meus queridos: Eu vos amo como ninguém nesse mundo; sabeis que Eu não temi fazer-Me homem para poder salvá-los, derramando o Meu Sangue na Cruz. Estive vos observando em tudo o que faziam e fico triste ao ver como desprezaram a obra do Meu Pai, gloriando-se da vossa obra humana.
- Mas, Senhor… Não estamos entendendo…
- Olhem o que fizeram com a Minha Mãe: Meu Pai celeste escolheu, para a minha Vinda à terra, uma mulher especial; a idealizou antes de fundar o mundo; a preparou para essa missão de receber-Me, de cuidar de Mim, de Me educar; até o último momento da Minha vida sobre a terra, ela esteve comigo; porém, vós a alterastes:
Tirastes dela a coroa que o Meu próprio Pai deu. Por acaso, não sabeis que a Rainha é a mãe do Rei? Não tendes lido a Bíblia que tantos dizeis ler? Se vós proclamais, em 2Timóteo 2,12, que reinarão comigo, por que se atrevem a não deixá-la reinar também? Se ela não é Rainha, também não é minha Mãe, porque a Mãe do Rei é a Rainha. É essa a Mãe que quereis para Mim?
Retirastes dela sua imaculada conceição. Isso também é contrário à Palavra: não sabeis que nada de impuro entra na presença de Deus? Se ela estivesse contaminada de pecado, como poderiam crer que Eu teria estado no seu ventre? Como podem pensar que o Meu Pai me tivesse colocado em um ventre pecador? Deus aplicou à Minha Mãe, de maneira preventiva, os méritos da Minha redenção. Se ela é uma pecadora, como pôde ela dar-Me a carne? É essa a Mãe que quereis para Mim?
Retirastes dela a maternidade divina. Como isso Me causa dor! Quantas vezes vós, em vossas orações, não me proclamais como vosso Deus e Salvador?  E agora, vens dizer que a Mulher pela qual Eu vim ao mundo não é a Mãe de Deus? Por acaso, já deixei de ser Deus para vós? Ou ela já deixou de ser a Minha Mãe? Se ela não é a Mãe de Deus, então o que Eu sou para vós? É essa a Mãe que quereis para Mim?

Retirastes dela sua intercessão e a declarastes morta. Por acaso não lestes na Palavra que Deus é o Deus dos vivos e não dos mortos? Vos esqueceis que o Meu primeiro milagre, em Caná, Eu o fiz porque ela Me pediu como Mãe? Assim como ela, ao pé da cruz, esteve Me esperando para receber-Me em seus braços, assim está ela agora orando diante de Mim, por vós inclusive. É essa a Mãe que quereis para Mim?

Se, então, tivesses que Me escolher uma Mãe, Me teriam dado uma pecadora? Alguém que não desse à luz ao Verbo Divino? Que não seria Rei por ela não ser Rainha? Como dói em Mim, meus filhos, que seria isso que me dariam por mãe…

- Senhor, realmente não tínhamos visto assim… Realmente não entendíamos a Virgem… Estávamos cegos, por querermos tão somente adorar a Ti, que não queríamos descobrir o papel da Tua Mãe no plano da Salvação.
- Sim, Senhor, eu também me sinto muito mal, por ver-Te chorar pelo que fizemos; e por saber que é isso o que fazem muitos irmãos nossos, que se dizem chamar “cristãos”: não valorizamos a Tua Mãe, tal como fazem os católicos.

- Meus queridos: o que dói ainda mais em Mim é ver que a construção que erguestes foi feita com os melhores materiais; nessa questão, vós não poupastes gastos, buscaram o melhor e o mais belo; quiseram me glorificar, oferecendo-Me um lugar digno de Mim. No entanto, o lugar que o Meu Pai Me quis dar, esse ventre imaculado [da Minha Mãe], vos parecia absurdo e antibíblico.

- Ai, Senhor! Por favor, não prossigas mais, pois sentimos um nó na garganta! Perdoa-nos! Prometo que de agora em diante darei à Tua Mãe o lugar que ela merece. E isso eu só posso fazer em uma só Igreja! Eu te amo, Jesus!

- Eduardo! Acorda!! Eduardo!!!! Levanta! O culto acabou!! Você acabou dormindo…
- Minha Virgem Santa!
- Você está louco, Eduardo? Pára de dizer isso! Você teve um pesadelo?
- Não, pelo contrário! Tive a maior revelação da minha vida: o pranto de Cristo!

 

Autor: Anwar Tapias

Fonte: http://www.catolicosfirmesensufe.org
Tradução: Carlos Martins Nabeto
Fonte: Bíblia Catolica